Quais são os tipos de DIU? Esclareça essa e outras dúvidas

Se você está lendo esse texto, provavelmente já pensou em ser adepta do DIU alguma vez na vida. Esse é um método anticoncepcional bastante interessante, visto que não depende da nossa memória para fazer efeito.

Você sabia que existem diferentes tipos de DIU? Preparamos esse artigo para te explicar tudo sobre esse assunto para que você possa, com ajuda profissional, fazer a melhor escolha para a sua saúde e fertilidade. Vamos lá?

Como funciona o DIU?

O DIU, sigla que significa Dispositivo Intra-Uterino, tem um funcionamento relativamente simples. Existem dois grupos diferentes de DIU, os hormonais e os não hormonais.

Os hormonais funcionam liberando um hormônio sintético que altera a estrutura do endométrio e do muco cervical, dificultando assim a fecundação.

Os DIUs não hormonais têm funcionamento semelhante, mas como o próprio nome sugere, o efeito contraceptivo não depende da ação de hormônios. É o material de sua composição que altera o ambiente uterino, o que impede a fecundação.

Qual a eficácia do DIU?

Uma mulher loira, usando jeans, uma blusa dobrada e esmalte vermelho, segura um teste de gravidez branco e vermelho próximo a barriga em um fundo branco. Os diferentes tipos de DIU ajudam na prevenção da gravidez.
Assim como todo método anticoncepcional, ele também pode falhar.

Assim como qualquer outro método anticoncepcional, o DIU não é 100% eficaz. Porém, ele apresenta baixos índices de falha.

Segundo a ginecologista Larissa Cassiano, dentre mil mulheres que usam DIU hormonal, uma ou duas em um ano podem enfrentar falhas. Já o DIU não hormonal, em um ano pode falhar entre 5 e 10 mulheres a cada mil. Então, a eficácia contraceptiva do método é bastante animadora.

Tipos de DIU

Demonstração de implante do DIU em um objeto simulador do canal vaginal.
O DIU de cobre é o mais conhecido, mas existem outros tipos. (Foto: Reprodução/Educa Cetrus)

Como dissemos ali em cima, os tipos de DIU se distribuem em dois grupos, os DIUs hormonais e os DIUs não hormonais. Vamos conhecer um pouco mais sobre cada um deles?

Mirena

O DIU Mirena, também chamado de DIU de Levonorgestrel, é o tipo mais conhecido de DIU hormonal. Ele é revestido por levonorgestrel, um tipo de progesterona (hormônio presente no corpo) em versão sintética. Em sua ação, altera o muco cervical e afina o endométrio.

De acordo com a ginecologista Sheila Sedicias, o Mirena evita sangramentos intensos. Ela também aponta que esse tipo de DIU é uma ótima alternativa para quem tem endometriose

Sua duração pode variar de acordo com o fabricante. Na bula do DIU Mirena da Bayer, por exemplo, a duração apontada é de 5 anos. Depois desse tempo, você deve conversar com o seu ginecologista para decidir o que deve ser feito – substituí-lo por um novo ou optar por outro método contraceptivo.

Kyleena

Esse é um tipo menos conhecido de DIU hormonal, mas que também pode ser uma ótima opção. Segundo o ginecologista Fernando Guastella, ele libera o hormônio levonorgestrel, assim como o DIU Mirena.

Ainda de acordo com o médico, uma das principais diferenças do Kyleena para o Mirena é seu tamanho. O Kyleena é bem pequenininho, com apenas 30 mm de comprimento, o que facilita seu uso por mulheres com útero pequeno e também adolescentes. 

A duração desse tipo de DIU também é semelhante ao do Mirena. Na bula do diu Kyleena fabricado pela Bayer, há a indicação de que ele previne contra gravidez por até 5 anos. 

DIU de cobre

O DIU de cobre é o principal representante dos DIUs não hormonais. Segundo o ginecologista e obstetra Pedro Pretti, ao invés de liberar hormônios, ele libera íons de cobre que impedem os espermatozoides de chegarem às trompas, onde ocorre a fertilização. 

Ao contrário do que muitos pensam, não existe apenas um tipo de DIU de cobre. Eles se diferenciam em termos de tamanho e de validade. 

Segundo a Dra. Larissa Cassiano, o formato tradicional em T possui duração de cerca de 10 anos. Também existe o DIU em formato de ferradura, para melhorar a fixação no útero, e a ginecologista afirma que a duração dele pode chegar a 5 anos.

DIU de prata

Embora leve esse nome, o DIU de prata não é totalmente de prata, ele é uma mistura de cobre com prata. De acordo com a ginecologista Fernanda Torras, misturar os dois metais foi uma tentativa de aumentar a eficácia do método.

Esse tipo de DIU possui formato de T e é menor que o DIU de cobre, causando menos incômodo na hora de inseri-lo. Segundo a Dra. Fernanda, esse tipo de DIU tem duração média de 5 anos.

Dúvidas frequentes sobre os tipos de DIU

Uma médica branca de cabelo preto preso em um coque usando jaleco e camisa brancos, e calça preta, segurando um tablet ao lado de uma paciente  branca de cabelo castanho solto que usa uma camisa azul e calça jeans.
O assunto costuma gerar muitas dúvidas sobre a eficácia, duração, preço e muito mais.

Você tem dúvidas quando o assunto é DIU? Selecionamos e respondemos os principais questionamentos sobre o tema. Vem ver!

Quanto tempo eles duram?

Como dissemos acima, nos tópicos em que explicamos cada um dos tipos de DIU, eles têm durações variadas. Dependendo do tipo de DIU escolhido, ele pode durar de 3 até 10 anos. Então, é sempre bom consultar essa informação na bula do DIU, combinado? 

E se você desejar engravidar antes do período de validade, ele pode ser retirado pelo seu ginecologista.

Quanto custa?

A resposta para essa pergunta depende de vários fatores, principalmente do tipo de DIU que você deseja colocar. Os mais baratos são os de cobre, que podem custar em torno de R$200. Os mais caros são os hormonais, que chegam a R$1.000 ou até mais.

Vale lembrar que esse não é o único custo envolvido na colocação do DIU. É preciso incluir as despesas médicas e talvez outros procedimentos. Antes de qualquer coisa, você precisa conversar com um ginecologista de sua confiança.

Existem efeitos colaterais?

Os efeitos colaterais variam de acordo com o tipo de DIU. Na bula do de cobre, por exemplo, cólicas, corrimento, aumento no fluxo menstrual e também prolongação do período da menstruação são mencionados como efeitos.

O DIU de prata pode ter efeitos similares. Porém, segundo o ginecologista Heitor Paiva Rodrigues, a adição de prata é justamente uma tentativa de minimizar todos esses incômodos.

Os DIUs hormonais também podem alterar o padrão de fluxo sanguíneo de algumas mulheres. Além disso, um estudo recente mostrou que os efeitos colaterais do DIU hormonal podem ser similares aos efeitos da terapia de reposição hormonal.

Quais são as contraindicações?

Existem algumas situações específicas em que o DIU não é recomendado. Segundo as bulas dos diferentes tipos de DIU, a principal contraindicação, obviamente, é a gravidez. Se você está grávida ou tem qualquer suspeita de gravidez, o DIU pode aumentar as chances de um aborto, então nem pense em colocá-lo, viu?

Além da gravidez, se você tem qualquer tipo de anormalidade no útero ou infecções ginecológicas, o DIU também pode ser contraindicado.

O DIU é realmente seguro?

Sem dúvidas! O DIU é um dispositivo seguro, mas é preciso entender que ele pode falhar e que existem efeitos colaterais e contraindicações. 

Não hesite em esclarecer todas as suas dúvidas quando for a hora de passar em uma consulta ginecológica. Nesse diálogo, você e seu médico chegarão ao melhor caminho possível.

Como o DIU é colocado? E como ele é tirado?

O procedimento é simples e não leva mais de meia hora. Segundo a Dra. Sheila Sedicias, o ginecologista insere um espéculo na vagina e, depois disso, fazem a inserção do DIU na cavidade uterina. Além do DIU, também é inserido um fiozinho para facilitar a remoção posteriormente – que deve ser feita sempre pelo médico.

Muitas vezes, o procedimento é feito no próprio consultório, sem nem precisar ir para o centro cirúrgico. Mas tudo vai depender das preferências e indicações do profissional que estiver te acompanhando.

Conseguimos esclarecer todas as suas dúvidas sobre o DIU? Agora, marque uma consulta com o seu ginecologista de confiança para discutir qual o melhor tipo de dispositivo intra-uterino para você!

O corpo humano, principalmente o feminino, é muito complexo. Então, é importante conhecer o nosso próprio corpo e como ele funciona. Quando falamos da vida sexual, saber os benefícios do sexo e como calcular o período fértil são informações necessárias!

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